sábado, 22 de setembro de 2012

Caixas recheadas de história

  No meu quarto caixas a abarrotar de objectos desnecessários é algo vulgar. Tenho um velho hábito de ir coleccionando memórias, há de tudo um pouco tal como na farmácia: bilhetes de avião, bilhetes de comboio, bilhetes escritos por amigas nas aulas, fotografia de tempos longínquos, postais, cartas, marcadores de livros, fitas de cabelo, declarações de amor, identificações de actividades em que participei na Cruz Vermelha, revistas de outros países, álbuns de fotografias de família, panfletos, rabiscos feitos em aulas, pequenas lembranças, desenhos, pedras, talões de compra, textos escritos em dias que estava com humor de cão, guardanapos de cafés rabiscados, diários, cartões de presentes, etc. Este mundo e o outro! Gosto de uma vez por outra abrir a caixa e rever tudo. Imensas memórias esquecidas parecem ficar bastante nítidas na minha cabeça. Mostrar tudo isto a alguém é quebrar uma barreira entre mim e uma pessoa, é deixar essa pessoa entrar no meu mundo.
  Há quem me chame doida por guardar talões de compra, mas tudo isto faz parte de mim. Tudo isto tem história. 

2 comentários:

Mariana Rocha disse...

Não és maluca, eu também guardo essas coisas todas :p

Miguel Silva disse...

Os talões de compra já é abusado. Quanto ao resto,

colecciono bilhetes de concertos, bilhetes de comboio quando vou para longe (Lisboa, Algarve, ou até na antiga e agora extinta linha do Tua)