sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

 As pessoas acham estranho que eu traga imensas canetas no estojo. Então mas é estranho? Sim, é estranho porque estão sem tinta! Mas a verdade é que custa-me desfazer delas, vão para a minha caixa de memórias pois todas elas têm uma história. Se visse o meu quarto, tenho a secretária cheia de lembretes, cadernos, folhas soltas, livros, etc. Até lenços de papel todos escritos! "Eu tenho alma de escritora", digo eu na brincadeira. Eu passo tudo para o papel, tudo. Quantas vezes já aconteceu estar a fazer algo como dormir e acordar a meia da noite e fechar-me na casa de banho (para não acordar a minha irmã) a escrever, ou estou a tomar banho e tenho que pegar logo no telemóvel. Tenho um calo enorme no dedo graças a tanta escrita. Perder as mãos para mim seria o fim! Eu apenas estou bem no meio da confusão da minha secretária, no meio das canetas e livros. Gosto tanto de escrever que o meu padrasto ofereceu-me no aniversário uma caneta Parker com o meu nome gravado, não é preciso dizer que andei feliz da vida por um longo tempo, pois não? Quando fui a Londres, ver o Globe Theater o que é que trouxe? Um bloco e uma caneta com frases de Shakespeare! Nas visitas de estudo o que compro? Canetas! Nos passeios? Canetas! É um vício. As canetas são o único material escolar com o qual sou exigente, de resto pode ser tudo do mais rasca que estou-me marimbando! Muitas vezes sento-me no jardim sozinha só com um bloco e escrevo. Com os anos fui ganhado este vício, agora não quero outra coisa a não ser escrever. É como se o livros fossem os meus filho e a escrita o meu verdadeiro amor. As pessoas acham-me estranha, mas eu quero lá saber! Sou feliz assim! =)