terça-feira, 25 de outubro de 2011

A pedido de algumas famílias, aqui vai um dos textos (ou melhor, declaração de amor)

 Daqui a uns dias começa a época do "ex-aniversários de namoro, ex-paixões, ex-amores, ex-qualquer-coisa". O que é isto? Bem, assim resumidamente, eu não me apaixono como a maioria das pessoas na Primavera, é no Outono mesmo (e Inverno também). E como não devemos ficar agarrados ao passado e devemos lembrar as coisas boas, vamos celebrar aqui as minhas desgraças e felicidades amorosas. Para começar vamos começar com o rapaz que fez-me tirar um 20 a português, thats right! Nunca deu em nada, nunca tive os tomates para lhe dizer o que sentia. Então limitei-me a participar num concurso organizado pela minha professora de português, "A mais bela declaração de amor". Apesar do desgosto, ganhei o segundo lugar e um livro de poesia. Vendo bem as coisas, até acabou bem!O prometido é devido e por isso aqui vai...

De alguma forma eu tinha que dizer-te isto. Há um tempo que guardava isto só para mim, mas eu não consigo faze-lo mais. Custa imenso. Eu gosto de ti ao longe. Tu passas por mim e o meu corpo deixa de obedecer-me. Estão centenas de pessoas, centenas de pessoas à nossa volta, mas destacas-te no meio da multidão. Era capaz de reconhecer-te em qualquer lado, na maior das confusões. O teu olhar denuncia-te, os teus olhos. Ficas com o olhar fixo, mas é como estivesses a olhar para o vazio. Parece que nada pode atingir-te, a Terra podia explodir, terramotos e furacões podiam ocorrer, o céu podia cair, viesse quem viesse, o teu olhar permanecia na mesma. Pareces tão seguro, confiante, tão inatingível. Basta esboçares um sorriso e de humor de cão passo a ser a rapariga mais feliz cá da terra por uns momentos.  Eu devia colar-te a boca com fita-cola ou super cola 3. Essa tua voz… Eu sou uma pessoa bastante racional e tento fazer as coisas o melhor que consigo, mas tu baralhas-me toda. A minha vida ficou de pernas ao ar, avariaste-me o sistema. Mandas umas piadas e achas que já tens autorização para roubar o meu pobre coração. Eu já disse que sou racional? E que não acredito em amor à primeira vista? Tu deitaste as minhas teorias por terra. Tens a noção que eu não durmo por tua causa? Eu, que sou um bom garfo, esqueço-me de comer. Quando penso em ti, é melhor que comer chocolate e eu ADORO chocolate. A minha capacidade de concentração diminui. “Os bárbaros e os visigodos o quê? Os recursos minerais quantos? Ora bolas! Esqueci-me do que a minha mãe pediu-me para fazer”. Um dia enlouqueço de vez. Eu queria esquecer-te, tirar-te da minha cabeça. Ou melhor, do meu coração. Mas eu não consigo, eu já tentei mas parece impossível. Eu leio tanto romance que está a afectar o meu cérebro. Acho que já deu para perceber o que sinto por ti ou fui pouco óbvia? Han? Um dia roubo-te o coração para ver se gostas… Ou talvez um beijo. Eu sei lá! Só sei que gosto de ti, eu só sei que andas a afectar a cabeça. Quer dizer! O coração. Esse malandro, não podemos confiar nele, mas desta vez estou disposta a dar menos ouvidos ao cérebro e mais ao coração. Que dizes-me? Podes fazer o mesmo? Espero bem que sim é que eu gosto realmente de ti.
                                                A tua (e depois não cheguei a assinar nada porque nunca foi dele)

3 comentários:

Liebend disse...

Sou como tu, normalmente é no Outono que me apaixono. =)

A declaração está fabulosa. É uma pena que não lhe tenhas entregado.

Wild Things disse...

Oh adorei *

ângelasousa disse...

Gostei muito :)
Eu por acaso acho que não me apaixono na Primavera, ou talvez sim, oh nem sei!