sexta-feira, 8 de março de 2013

Meter o nariz onde não se é chamado

No Pingo Doce cá da terra, os empregados sou um pouco narigudos...

Empregada: A menina está de dieta?
Senhora atrás de mim: Oh, estás raparigas hoje em dia com as manias das dietas! *olha de forma reprovadora para os artigos que estou a colocar no saco*
Empregada: Depois ficam doentes...
Eu: As senhoras vão-me desculpar mas vocês não têm nada que ver com o que eu compro ou deixo de comprar, ok? Uma pessoa já não pode ter problemas de saúde? Eu por acaso tenho que dar satisfações sobre a minha saúde?
Senhora atrás de mim: Ah, esse chá é para retenção de líquidos, não é? Muito bom!  Olhe e essas bolachas não têm mesmo açúcar? É diabética a menina?

Atena, inspiraaaaaaaaaa! Atena, expiraaaaaaaaaa! MAS EU NÃO TINHA ACABADO DE DIZER QUE NÃO TINHA QUE DAR SATISFAÇÕES? Vou começar a ir a outro lado...

Realizei um sonho, pá!

Sim, meus queridos! Vou tocar isto na minha audição de piano! Sou uma mulher realizada, pronto.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Resumo da semana ou eu tenho uma sorte do caraças


  • Ao abrir o estore a fita rasgou-se e fiquei uma semana sem ver a luz do dia no meu quarto e a dormir que nem um anjinho 
  • Parti ao meio o vidro do móvel da cozinha graças às minhas habilidades de karaté/pôr a mesa
  • Fiquei com os livros encharcados graças à chuva, agora estão às ondinhas, portanto são originais
  • Diminui a quantidade de copos na cozinha, menos copos para lavar. 
  • Queimei a minha mochila, assim posso comprar uma mais bonita
  • Queimei umas calças (sim, ambas com fogo), mais um par de calças novo
  • Fiz com que o relógio de uma amiga se partisse por estar dentro da mala enquanto esta quase fazia com  que a casa fosse pelos ares, ela vai ter um relógio à pala
  • Ah, esqueci-me da parte em que criei um mini-incêndio na lareira da cozinha? Puf! Purificação da casa! Afastei os demónios todos. 

Eu só peço que até amanhã não me aconteça mais nada de mal, por favor! Por favor! Por favor! É que já chega, não? É que se acontecer volto a fazer uma piada e espeto o dedo do meio no ar, a má sorte vai passar! 

É preciso acreditar em magia

 Gosto do sorriso dela, da maneira alegre como fala e a forma como atropela os outros, da forma como esmaga todos entre os seus braços, da espontaneidade, no facto dela acreditar que amanhã irá ser sempre melhor e acreditar em contos de fada, do seu espírito selvagem, da sua forma de ver o mundo, da forma como fala das coisas e como se apaixona pelo que faz todos os dias. Oh, como eu gostava de ser ela... 

Nem amigas, nem inimigas

 Perguntaram-me se havia a possibilidade de voltarmos a ser amigas como antes, respondi que não. Perguntaram-me porque não, não me apeteceu justificar e voltar a repetir os argumentos já gastos. Tal como um casal desgastado pelo tempo e pelos problemas, nem o que antes nos unia valeu. Há coisas que nunca voltam a ser como antes. Estava já determinado que seguíssemos caminhos diferentes, é algo maior do que eu ou ela. Não guardo rancor ou ressentimentos, guardo comigo todas as coisas boas que passamos, mas agora preciso de seguir em frente e dar lugar a novas memórias. Não fazia sentido ter-te na minha vida quando não acrescentavas nada. Assim sem querer e saber aperceber-me deixei de dar pela tua falta, deixei de sorrir-te e fazer-te uma festa sempre que te via, deixei de enviar-te imediatamente uma sms quando algo de bom ou mau acontecia, deixei de gostar de ter a tua companhia quando ia tomar café, deixei de sentir que a tua presença era essencial... Deixei de pensar em ti. Sem lágrimas, sem saudades, assim do nada. O nada é na verdade tudo, atritos que eram o pão nosso de cada dia entre nós. Cansei-me de lutar por uma amizade que não estava destinada a resultar. Assim, segui o meu caminho. Não voltei a falar em ti, não porque não quero que transformem as minhas palavras. Nem amigas, nem inimigas. 

domingo, 3 de março de 2013

500 anos depois...

 Diálogo entre mim e a minha mãe enquanto fazíamos um bolo...

Mãe: Atena, liga a televisão e põe naquele cana de música que eu gosto.
Eu: VH1 Classic?
Mãe: O que dá música dos anos 80...

Passado uns minutos ouve-se o início da Take my breath way dos Berlin, esse clássico tão famoso quanto a Coca-Cola...

Mãe: Atena, o que diz a letra da música?
*Pausa para pensar como raio vou explicar à minha mãe*
Eu: É sobre um casal... Ergh, olha eu mostro-te ali no pc.
Mãe: Boa! Sempre quis saber o que diz a letra, gosto tanto da música.

E pronto, lá mostrei a tradução da letra à minha mãe que ficou toda feliz da vida. 500 anos depois, finalmente sabe o que raio a moça está a cantar.