quarta-feira, 19 de junho de 2013

The end.

 Este ano tem sido um ano de imensas mudanças na minha vida e por isso decidi acabar com este blog e recomeçar noutro lado. Caso alguém esteja interessado em saber qual é o novo endereço, visto que que algumas pessoas conhecem-me para além do blog, avisem-me através da caixa de comentários. Foi um prazer escrever aqui mas agora não faz mais sentido. Adeus!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nota mental:

Não vás estudar para o café com os teus melhores amigos, vais acabar por fazer piadas parvas e sem nexo nenhum sobre a matéria. Além disso as outras pessoas não vão perceber o vosso sentido de humor e irão olhar para o teu grupo como se fossem aliens. 

Adoro as minhas aulas de piano extra...

...passadas no café com a minha professora a falar sobre tudo e mais alguma coisa. Para mim nunca vai ser a minha professora de piano, vai ser sempre uma grande amiga. É a desvantagem de termos idades próximas, mandamos as pautas para as urtigas e vamos dar dois dedos de conversa para o nosso café favorito. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os novos 13...

 Miúdas com não mais de 13 anos encostadas ao portão, na mão têm um cigarro aceso fazendo lembrar uma actriz francesa mas sem a classe, usam saltos altos (qualquer coisa abaixo de 10 cm é expressamente proibido!) mais caros que os meus sapatos todos juntos, usam camisolas idênticas e de preferência a mostrar o soutien, calções que mais parecem boxers de ganga (mesmo que estejam alguns graus abaixo de zero), usam mais adornos que uma árvore de Natal e mais maquilhagem que um travesti (E acreditem, há travestis mais bonitos que elas...). Ah! O uso de mochila é expressamente proibido porque isso é uma coisa de "pitalhada", uma mala onde só cabe o telemóvel e maço de tabaco serve perfeitamente. O tema de conversa é sempre o mesmo, desamores! Tão novas e tão fartas dos homens, são mulheres vividas depreendo eu... 

Pergunto-me...

Que é feito da malta que queria brincar no recreio e achava que beijar alguém era nojento? "Um línguado? Que nojo! Nunca!"?

Que é feito da malta que aparecia com a roupa toda suja e rota em casa de ter passado os intervalos a rebolar na relva, subir às árvores e jogar à bola?

Que é feito da malta que brincava na rua e achava que ter um Windows 98 era muito à frente?

Que é feito da malta que passava um Verão a pedir aos pais uma mochila da Eastpack porque eram as "mais fixes"?

Que é feito da malta achava que maquilhagem é coisa de gente grande e as coisas são bonitas é ao natural?

Que é feito da malta que acha que um bar ou uma discoteca é uma coisa para malta com mais de 18? "Para os cotas!"

Que é feito da malta que não perdia um DisneyKids e perdia a cabeça com séries como o Doremon?

Que é feita da malta que fazia festas de anos à tarde "porque assim dá mais tempo para brincar"?

Digam-me por favor, que ainda existe malta assim por aí! Estou a sentir-me velha...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Quão idiota consegues ser?

  Cancro é um assunto sobre o qual não gosto de falar. Isto porque tive uma pessoa bem perto de mim que sofreu com essa doença há relativamente pouco tempo, não mais de que um ano ou dois. Tive medo de perder essa pessoa, muito medo. É assustador como o raio que o parta! Um grande, grande pesadelo. Entrei em transe na altura, andava completamente apática e parecia estar desprovida de qualquer vida ou energia. Um zombie autêntico, digamos. Por dentro? Um turbilhão de sentimentos que não conseguiam escapar para o exterior porque existia uma voz dentro do meu crânio que dizia "Está tudo bem. Shiiiu, está tudo bem.", convencia-me que estava tudo bem, quando na  realidade não. Portanto, quando alguém sofre por causa do cabrão do cancro, eu entendo a pessoa. Não entendo os que sofrem da doença, mas percebo os que sofrem do coração por causa daqueles que sofrem da doença. Isto tudo para dizer que hoje, assisti a uma das cenas mais lamentáveis de sempre. Uma das minhas professoras de português do secundário teve cancro e teve que deixar-nos a meio do ano. Este ano ela veio fazer-nos uma visita, fiquei radiante por a ver porque eu adorava (e adoro!) aquela mulher! Entre beijinhos, abraços e "Então como está? Sentimos tanto a sua falta!!", estavam duas caramelas sentadas perto de mim a comentar o quão "acabada" a professora estava, "Já viste-me aquela roupa! Que horror!"... Basicamente a tecer comentários negativos sobre o aspecto da senhora. Mas... mas... mas, esperem? Ela não esteve doente? Estão à espera de quê?! Look top model? Eu achei que ela estava bem jeitosa para quem venceu um cancro! Há pessoas que não tem ponta de sensibilidade, e isso é uma pena. Devíamos parar para pensar por vezes. Ser mais humanos, digo eu...

Como fazer alguém ter um ataque cardíaco?

Vai à Stradivarius mais perto de ti
Entra e experimenta vários vestidos, um dos quais branco. 
Certifica-te que no provador há uma funcionária.
Sai do provador e diz alto e em bom som "Mãe, encontrei o meu vestido de noiva!"
A tua mãe alinha na brincadeira e diz "Por 30€, és uma noiva poupadinha filha!"
Acrescenta ainda "E depois? Não me fica bem? É mesmo este! Caso-me já nisto!"

Entretanto, observa a funcionária a ficar cada mais pálida e a abrir cada vez mais a boca, olhos esbugalhados... Deixa-a realizar um interrogatório, deixa-a questionar sobre a tua sanidade mental e sobre o quão péssima noiva tu vais ser. No fim, sai a rir de toda a situação que não passou de uma mera brincadeira. Não estava era à espera de público...

domingo, 2 de junho de 2013

Terceira idade e os mpcoisos

 A minha pessoa estava a ouvir música quando a minha avó pergunta-me o que tenho na mão:
Eu: É um mp4 vô.
Avó: Para que serve?
Eu: Ponha isto nos ouvidos, eu vou mudar de música.
Avó: Oh! Isto é José Cid! Como é metes aqui as músicas? É rádio?
Eu: Também dá. É por um cabo que ligo ao computador.
Avó: Olha, dá para meter Amália? E aqueles ranchos bonitos que dá na rádio?
Eu: Dá avó.
Avó: Então mete e no próximo sábado traz. Isso dá para levar para a terra? Não tem que se ligar à ficha?
Eu: Sim, dá. Não, isto tem uma bateria.
Avó: Tenho que arranjar uma coisa dessas para levar para a terra. Faz é comichão nos ouvidos.


My eyes ! My eyes!

Os meus óculos fizeram puff! As minhas lentes estão fora do prazo. Não vejo um palmo à frente estou cheia de nódoas nos braços, passo a vida a ir contra as coisas. Que não perca o bom humor, pelo menos! Isso e a capacidade de me rir na cara da desgraça!

sábado, 1 de junho de 2013

Os "Lézeppeliiin", a razão de eu ser uma irmã orgulhosa

A partir do momento em que ponho as patas em casa oiço música de manhã à noite, é inevitável! Um destes dias estava a fazer um trabalho sobre a história e evolução da música rock, por isso passei a tarde a ouvir música relacionada com o trabalho. Entretanto dá-me na telha e decido ouvir vezes sem conta a música Rock and Roll dos Led Zeppelin, entretanto, como estava no quarto do meu irmão mais novo, a criatura começa a pedir-me "Mana, põe a música outra veeez! Outra vez!". Olho para o lado e vejo-o aos pulos em cima de cama, parecia possuído pelo demónio! Então pergunta-me o nome da banda, que para ele são os "Lézeppelin". Já o tentei corrigir, mas ele insiste "Mana, põe os Lézeppeliiin! Os Lézeppeliiin!". O puto não atina com o nome, mas ao menos está mais que visto que herdou o meu bom gosto musical. Acho que estou a leva-lo para um bom caminho. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Então e o Baile de Finalistas?

 Uma noite memorável com aqueles de quem mais gosto! Fiz algumas das figuras mais tristes da minha vida na pista de dança, a parte boa é que grande parte do pessoal não se lembra.

Nunca comi tantas gomas na minha vida!

Convenci quase todas as raparigas a dançar descalça. E rapazes também! (Aqueles sapatinhos de verniz parecem pedra!!)

Nunca andei tão bem com uns saltos altos. Mesmo assim ainda varria o chão com o meu vestido.

Não me apanham a fazer o comboio e a dançar pimba tão cedo, podem ter a certeza!

O meu par era o melhor de todos!

Queria agradecer ao meu quisto por me ter feito andar grande parte da noite de pé com as dores.

Sinais que já não vais para nova...

Situação 1:

  • Aqueles senhores que costumam estar nas superfícies comerciais a tentar convencer a malta a aderir a cartões de multibanco, crédito e afins, começam a abordar-te. A parte positiva é que ainda safas-te com a desculpa "Eu só tenho 18 anos". Afinal, ninguém precisa de saber que eu já tenho um cartão de multibanco e já me safo bem sozinha no banco. 
Situação 2: 
  • Por aqui anda uma praga de testemunhas de Jeovás (e atenção que eu não quero ofender ninguém, pá!) e cada vez que me apanham na rua fazem uma série de perguntas que só os faz perder tempo. Levam sempre com um "Mas eu sou agnóstica, senhoras!". Isto acaba sempre com "Mas porquê senhora? Aconteceu-lhe algo que a fez duvidar?". SE-NHO-RA???!! 
Situação 3:
  • As crianças de um projecto novo que comecei a participar tratam-me por "Você". É deprimente... 
Situação 4: 
  • Devido aos horários tenho formação musical com a classe dos pequeninos. Conclusão? Sou a professora Atena. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quero, quero muito!

Colecção vozes americanas.

Only the good dye young...

Tempos idos em que eu entrava em pânico ao andar de comboio, tinha medo daquela porra! Os tempos passaram e achei que estava na hora de enfrentar o medo, até que, descobri que afinal a sensação de andar de comboio era espectacular! Em dias de chuva oiço o comboio a passar de minha casa, hoje senti um aperto no peito e na garganta. Tu querias festejar a vitória do FCP e resolveste apanhar um comboio e ir para os Aliados. Mas não chegaste lá, ceifaram-te a vida. O caralho do comboio ceifou-te a vida, porra! Lembrei-me de ti no Carnaval, eu estava atrás do balcão a atender os clientes e chegas-te tu, pedias-me sempre a maior caneca que tivesse cheia de cerveja. Tinhas sempre boa disposição para dar e vender, fazias parte da casa. Tinhas uma família apaixonada por ti incondicionalmente, grandes e fortes amizades, estavas a seguir o teu sonho e lutavas com garra por uma vida melhor. Mas ao passar para o outro lado, o caralho do comboio ceifou-te a vida. Não foi justo, não é justo! Ainda ninguém acredita que foste tu, deixas-te uma cidade de luto. Pior de tudo, deixas-te o teu melhor amigo a chorar por ti depois de tudo acontecer, infelizmente ele viu tudo. Próximo Carnaval, eu lá te espero, mesmo que não de corpo presente... Eu juro aqui que, no próximo Carnaval vamos homenagear-te da melhor forma possível e ao teu estilo: bebendo uma caneca de cerveja. Já sabes, próximo Carnaval eu espero por ti.

domingo, 19 de maio de 2013

Como ter uma noite do caraças

  • Vai a um jantar de aniversário de uma amiga que seja dada ao social 
  • Junta toda a malta que conseguires que seja avariada da cabeça 
  • O restaurante escolhido seja o dos teus pais e portanto parte do álcool consegues à pala
  • Mete os teus amigos a malhar penaltis de receita ainda quando só estão as entradas na mesa
  • Reguem o jantar com bastante álcool até ao fim
  • Trazes os teus amigos à rua sob pretexto de ir dar uma volta e verem os bares com ambiente mais porreiro 
  • Deixa alguém perdido de bêbado guiar o grupo e acabar no jardim mais próximo com jardim infantil 
  • Digam que têm imensas saudades de brincar num parque infantil 
  • Acabem a noite com um bando de bêbados a divertirem-se a andar de baloiço e escorrega 
  • Sintam-se crianças de novo! 
  • Quando chegarem a casa, já na cama tentem apagar as imagens das vergonhas dessa noite e convençam-se que é melhor começarem a andar com um grupo mais "atinado"



E eis como ter uma noite do caraças.

Gostar

Por vezes gostava de ser menos confusa e não parecer bipolar. De ser menos teimosa e achar-me dona da razão. Gostava de ter o dom de ouvir os outros e não achar que só eu é que sei o melhor para mim e ter a mania de seguir sempre o caminho que quero (mesmo que não seja o mais certo, até bater com a cabeça na parede vou continuar a caminhar). Por vezes gostava de não falar tanto quando estou bem e não parecer que fiz um voto de silêncio quando estou mal. Gostava de levar certas coisas menos a sério e outras mais a sério. Gostava de ser menos desastrada com os sentimentos das pessoas e pensar no que digo. Gostava de não gostar de provocar com as palavras, não ter a mania que sou revolucionária. Gostava de não achar que tenho o mundo. Gostava de ser menos 8/80, de não amar de forma tão exagerada. Gostava de não gostar de uma boa discussão. Gostava de passar menos tempo a sonhar acorda e a encher todos os sítios possíveis e imaginários com desenhos, palavras e coisas do género. Gostava de não ter o meu canto sempre desorganizado e não deixar os meus livros e discos de vinil todos espalhados pela casa. Gostava de não ser um rapariga de paixões e dramática em muitas coisas. Gostava de conseguir manter-me calada e reclamar menos, muito menos. Gostava de não aborrecer as pessoas com as minhas teorias ou com as críticas dos livros que li. Gostava de me aborrecer menos com a mudança. Gostava de ser menos irrequieta e conseguir estar cinco minutos parada sem pensar. Gostava de não ser tão dependente de certas pessoas e objectos.
  Gostava de mudar muita coisa em mim, mas se o fizesse deixaria de ser eu. Prefiro que a vida se encarregue de mudar-me com o passar do tempo. Aprendi que não se pode agradar a gregos e a troianos e a não mudar por alguém. Aprendi com o tempo que há pessoas que amam-me pelo que sou, mesmo que pareça um "furacão". Ontem aprendi  descobri que tenho ao meu lado uma pessoa espectacular com uma paciência de santo para mim. Os amigos são o melhor do mundo. Obrigada por me ensinares a gostar de mim. 

Começo a achar que sou sonâmbula ou então estou a ficar doida

 Sábados à noite são em casa da minha avó, gosto de lhe fazer companhia aos fim-de-semanas para ela não sentir-se tão sozinha. Conta-me a senhora que "acordei" a meio da noite e comecei a gritar com ela a dizer-lhe que queria luz, para abrir as persianas e coloquei-me de pé ao lado da cama e comecei a balançar com a cabeça como se fosse "tolinha". Depois disse-lhe que ia arrumar os sapatos e que não me apetecia ir ao WC, fiquei mais uns minutos de pé enquanto girava sobre mim mesma tipo planeta Terra e a seguir deite-me na cama. Isto consegue bater aquela vez que acordei, em casa dela também, a meio da noite e fui em direcção à janela e comecei a ficar irritada porque não conseguia abrir a "porta" do meu quarto para ir ao WC, depois a minha avó começou a abanar-me e acordei e percebi que não estava em casa e que eu estava a tentar abrir a janela em vez da porta. Eu não sei como ainda não dei um trambolhão, o quarto é super pequeno e há sítios que tenho que passar de lado. Começo a achar que sou sonâmbula ou algo do género. É que passo a vida a sair da cama e a vaguear pela casa a achar que estou a fazer uma coisa e estou a fazer outra. Outras vezes nem me lembro do que faço e oiço os relatos da minha mãe ou da minha avó sobre o que faço enquanto durmo. Estou seriamente a ficar com medo... É que se me dá para abrir portas e janelas como é costume, acho que algum dia acordo na rua! A minha mãe brinca comigo e diz que é uma pena que não me apeteça arrumar a casa quando estou assim... Grande amiga que me saíste!

O bolo de chocolate

 Quem me conhece sabe que sou uma apreciadora exímia de bolo de chocolate, não vivo sem ele! Tanto que tornei-me numa expert da coisa e acho que já experimentei todos os bolos de chocolate possíveis e imaginários! Ultimamente andava a apetecer-me um, a minha mãe também queria e lá meti as mãos na massa. Quer dizer, não meti porque esqueci-me que não havia açúcar refinado, nem chocolate em pó! Isto é capaz de colocar qualquer um em pânico! Sozinha em casa e com uma sopa a fazer, não podia sair. Mobilizo as tropas para conseguirem açúcar e chocolate em pó: os meus pais estavam no restaurante até mais tarde, os meus irmãos andavam desaparecidos, todos fora de casa! Como eu sou uma pessoa extremamente paciente (para o que quero), fui buscar a caixa com pacotinhos de açúcar para o café do meu padrasto (é nestes momentos que agradeço o facto de os pais terem um restaurante!) e abro-os um a um, até conseguir encher duas chávenas. E o chocolate? Nesquick, meus amigos! E sou uma pessoa dada ao desenrasque, arranjo solução para tudo! À sobremesa deliciou-se tudo com o bolo e recebi elogios, que o bolo estava muito bom, melhor que o usual até! O problema foi o pequeno-almoço no dia a seguir, quase morria às mãos dos malvados dos meus irmãos! A tragédia! Meus queridos, vocês precisam de um workshop de "como te desenrascar em situações complicadas"! Eu sou uma mestre nessa arte! 


Algum dia crio um blog de culinária, não era má ideia... 

I wonder

 Isto não me sai da cabeça...