Está quase a chegar o "nosso aniversário", foi assim uma amizade que começou inesperadamente e de forma estranha. A verdade é que mesmo estando em sentidos opostos e nem sempre concordando com os nossos pontos de vista (apesar de que os nossos gostos são idênticos), estiveste sempre lá quando eu mais precisei. Mesmo a causa de eu estar infeliz não seres tu, tiveste sempre um pedido de desculpas. As palavras amigas e os conselhos nunca faltaram. Já viste como as nossas vidas mudaram? Pelo que nós já passamos nestes anos? Já? Tu começaste a aceitar-te tal como és, lês-te uma palete de livros, mudas-te de escola, sofreste do coração (não, ele não sofreu literalmente), andas-te meio perdido e encontraste-te, fizeste-me rir, chorar e por vezes perder a paciência. Viste-me passar por uma das piores fazes da minha vida, conheceste-me quando tinha acabado de chegar à casa onde moro hoje, os meus pais tinham-se divorciado não há muito tempo. Finalmente comecei a perceber o que era uma família. Fui a Londres, realizei um sonho.Viste-me passar pelos loucos anos do ciclo e o outro (chamemos-lhe assim) a partir-me o coração. Duas vezes. Fui burra e dei-lhe uma segunda oportunidade. Viste-me ir abaixo, ficar sem forças, pensei em desaparecer, não daqui, deste sítio, mas do mundo. Viste-me bater no fundo do poço e entrar numa depressão. Viste o meu coração a ser quebrado mais uma vez. Viste-me a sofrer pela minha família, o meu padrasto teve um cancro, a minha avó operada, etc. Tudo ficou bem, o meu padrasto venceu tudo e todos. A minha avó está rija que nem um pêro! Viste-me a sair de uma depressão e ultrapassar tudo, deixar as memórias para trás. Sempre me viste a sofrer por causa do meu pai, esse traste! Ainda vês, infelizmente. Apoiaste-me numa das melhores decisões que tomei até hoje, fazer voluntariado. Viste-me o melhor Verão da minha vida e a apaixonar-me pelo meu melhor amigo, viste-me a arriscar tudo. Viste-me a terminar tudo, ainda me vês a sofrer. Viste-me de novo em baixo. Ainda vês. E escrevo isto também porque, prometo-te aqui, que o próximo ano vai ser do melhor! Para os dois!Prometo que para ano vou mesmo a Lisboa e vou-te abraçar por todas as vezes que não o pude fazer. Juro que vou fazer de tudo para ajustar contas com o meu pai e mostrar-lhe que não preciso dele para nada. Prometo que vou dar o melhor de mim e não me deixar ir abaixo. Obrigada por tudo, B.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Explica-me...
Porque raio voltei a pensar em ti? Eu pensava que já tinha-te arrumado, mas afinal, não. Maldita música! Damn it!
"If you ever leave me baby, Leave some morphine at my door"
Se algum dia quiseres saber como senti-me, foi mais ou menos assim... Quando eu não tenho palavras para falar sobre algo, eu escrevo, outros, compõem uma música. O homem tem um dom, tenho dito! É impossível não gostar dele.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Sim, mãe, um dia eu vou crescer...
Já não preciso que cortes o meu bife ou dês-me a sopa como fazes com o meu irmão. Já não preciso que sigas-me para todos os lados, já enfiei-me num comboio para Lisboa sozinha e andei a explorar a cidade. Vês, desenrasquei-me! Já não preciso que laves ou passes a minha roupa a ferro. Eu até passo a roupa de todos! Já não preciso que cozinhes o à noite quando vais trabalhar, eu faço para todos, sozinha. Há muito que aventuro-me na cozinha e desculpa que te diga mas no que toca a pastelaria e a certos pratos eu sou melhor! Há muito que limpo a casa toda sem a tua ajuda, estás a trabalhar, eu tenho que ajudar. Há muito que quando vocês os dois têm que sair, eu "tomo conta" de todos cá em casa, mesmo do meu irmão mais velho que consegue ser por vezes pior que o mais novo, quem manda sou eu. Há muito que faço de explicadora do meu irmão mais novo, ajudo-o a fazer a mochila e a preparar tudo para o dia seguinte. Já não preciso que dês-me a mão quando estou no dentista ou a fazer análises ou sangue, ou até apanhar uma vacina. Há muito que disse que queria começar a ir sozinha. Há muito que apanho um comboio para Aveiro com a G. e vamos às compras, sozinhas. Há muito que assumi certas tarefas cá em casa. Há muito que deixei de fazer certas coisas contigo ou precisar de ajuda. Tu já tiveste que passar uma semana fora e eu tomei conta da casa, não caio-o, pois não? Vês, já estou crescidinha! Caso não tenhas reparado, eu já uso saltos e maquilhagem, já não maças-me a cabeça por usar verniz vermelho ou sair com um "rapazito" (odeio quando lhes chamas isso) sem levar as amigas atrás. Já não me maças tanto a cabeça se pedir para chegar a casa às tantas da madrugada. Não é que não goste de fazer coisas contigo, que gosto! Mas eu só queria pedir uma coisa... POR AMOR A DEUS, NUNCA MAIS COMPRES-ME PIJAMAS COM BONEQUINHOS!!! OK? Agradecida! E podes desistir da ideia das cuecas com ursinhos, também! É vergonhoso... Como tu dizes, já sou uma mulherzinha, portanto...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Mas o que é que querem?
Nasci com mau feitio! Ok, há dias em que não é assim tão mau... Mas todos temos limites, certo? Agora, que tenho um feitio difícil, é verdade, admito-o, nunca o escondi. Mas também não exagerem, sim? Agradecida.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Desabafos
A minha mãe sempre foi elogiada graças a mim desde pequena, o motivo? "A tua filha é tão madura, nem parece que tem a idade que tem!". Sempre orgulhei-me destes elogios e tentava esquecer que não enquadrava-me muito com os miúdos da minha idade ou pior, os mais novos. Não interessava-me muito por eles e eles achavam-me ridícula. A minha vida, a minha história, fez-me crescer desta forma. Os meus grandes amigos foram sempre mais velhos, nem que fosse só um ano. Na primária a minha melhor amiga era mais velha. Só no ciclo isso mudou um pouco, foi a única vez que tive (e ainda tenho) uma melhor amiga da minha idade. Mesmo assim, todos os meus grandes amigos pareciam ter mais maturidade do que a "normal" para a idade deles (é claro que todos nós temos os nossos momentos de criancice), habituei-me a andar com os mais velhos. (Não tarda uma grande amiga minha vai-se casar!) A minha mãe já habitou-se que de vez em quando eu vá tomar café com pessoas de vintes e tais anos, alguns deles com idade já para serem mães e pais. A mim não me faz diferença. Talvez prefira algumas vezes a amizade deles porque sempre admirei as pessoas idosas. Se querem ter uma boa conversa, uma boa companhia, é com um idoso que têm de falar, têm histórias maravilhosas! Além disso, imensas raparigas/mulheres (há quem diga que já sou mulher, não concordo muito mas seguindo para bingo) da minha idade estão mais interessadas no Justin Bimbo do que fazer uma apresentação decente sobre Os Maias para Literatura. Eu sempre destaquei-me da multidão. Claro que maturidade "a mais" traz-me por vezes dissabores como pensarem que sou a mãe do meu irmão mais novo ou o mais ridículo! A namorada do meu pai! A sério? Não se nota logo que somos pai e filha? Quantas vezes saio com o meu irmão mais velho e perguntavam-me a idade e o meu irmão fazia questão de pedir que os amigos adivinhassem, porque sabia que eu iria ficar incomodada. Davam-me sempre muito mais idade do que a que tinha. Mas a minha mãe sempre disse-me para não preocupar-me, ela também era assim e agora acontece o oposto, dão-lhe sempre menos idade do que a que ela tem fisicamente. Espero bem que seja assim, é que pelo menos fisicamente não quero cabelos brancos aos 30! Mas continuando o que estava a falar, fico orgulhosa de mim por continuar a ouvir esses elogios e por deixar a minha mãe orgulhosa de mim. Não é vergonha nenhuma, não faz de mim ridícula, portanto estou-me nas tintas para as pessoas que não gostam de mim por isso! Eu sei que estou correcta. E não, não é por causa disso que deixo de viver a minha adolescência, porque acreditem, eu vivo-a bem!
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