terça-feira, 22 de novembro de 2011

Filosofy sucks!






  No dia em que disser que Filosofia é a minha disciplina favorita, levem-me ao hospital, combinados?

you make nervous!

  Dava o meu dedo mindinho do pé esquerdo para ter uma voz como a dela :)

domingo, 20 de novembro de 2011

Não podia deixar passar este dia sem escrever algo sobre ti.



   Não recordo-me muito bem do primeiro em que te vi, confesso. Mas lembro-me bem de ficar sentada em frente a um rapaz na aula de E.V.T., eu era tímida até aos ossos e fiquei assustada. E se a professora pedisse um trabalho de pares? Han? Já estava a ver o filme... Ia engasgar-me toda e só dizer palermices. Para melhorar as coisas, a minha auto-estima estava dos 0% para baixo e achava que era a maior  aberração à face da terra. Mas tu não sabias isso e não sei bem como um dia começamos a falar, a falar, a falar e a falar.   Não sei porquê, eras o único com quem conseguia falar sem ficar com as pernas a tremer como gelatina. Os anos foram passado, fomos conhecendo-nos. Sabes perfeitamente que tinhas o poder de mexer com o meu sistema nervoso, tiravas-me completamente do sério! Enervavas-me mesmo! E eu era a pessoa mais calma neste mundo, mas tu tinhas esse dom. Eu, não era tão santinha assim e gostava de picar-te também. Gostava de ver a tua cara de amuado, adorava o sabor a vitória. Achava-te um cromo, mas mesmo assim gostava de ti. Mesmo depois de fazer os trabalhos todos por ti. Sim e não venhas cá com histórias que é mentira! Safei-te as costas muitas vezes a E.V., a inglês e a A.P. Já sei que vais reclamar, mas é a verdade! Gostava de vingar-me de todas as vezes que riscavas os meus cadernos e escondias as minhas coisas, de todas as coisinhas que fazias para ver-me descontrolada. Sempre gostaste de testar os meus limites. Se fosses outra pessoa, hoje nem sequer falava contigo. Mas por alguma razão fomos mantendo a amizade. És das pessoas mais complicadas que eu conheço, és como um quebra-cabeças complicado que a minha curiosidade teima em descobrir  como funciona. Quando eu penso que já conheço-te bem, tu baralhas-me e volto à estaca zero. Com o tempo descobri muitos outros lados teus que não sabia que tinhas, gostei desses lados. Penso que és como eu, constróis um muro à tua volta e não deixas qualquer um passar. Tive o prazer de conhecer alguns dos teus melhores lados. Apesar de teres defeitos, que tens, aprendi a lidar com eles. És forte, aguentas imensa coisa, é pena que guardes tudo para ti, isso é mau, consome-nos por dentro. Infelizmente também sou assim. Não gostas de demonstrar o teu lado fraco. Ainda não sei se conheço bem as tuas fraquezas, mas tu conheces bem as minhas. És das pessoas que melhor conhece-me, apesar de eu esconder imensa coisa. Consegues entrar no meu mundo com uma facilidade incrível, poucos conseguem isso. És das pessoas com quem mais gosto de falar, desde aquelas longas conversas sobre a vida aos piores disparates.  Confio cegamente em ti, guardar segredos é uma das tuas especialidades. És, para além da G., a única pessoa com quem consigo falar abertamente sobre o meu pai. Consigo baixar as guardas e abrir-me. Gosto do teu lado, mais selvagem, chamemos-lhe assim, eu ao contrário de ti, sou uma medricas. Por vezes gostava de ser mais como tu, ter coragem para atirar-me. Sinto-me segura quando falo contigo. 
  E muitas coisas mais podia escrever sobre ti, como desses-te ontem, ficava meio mundo escrito. Nunca mais saia daqui. Posso não ser a melhor amiga de sempre, posso tirar-me do sério imensas vezes, posso ser complicada como tudo, mas de uma coisa podes ter a certeza, és um grande amigo para mim, a nossa amizade representa imenso para mim. E mesmo tendo defeitos, sou única, como eu, desconfio que nunca vais encontrar. Sabes perfeitamente que podes contar comigo para tudo. Foram sete anos bem passados, han? Sete anos desde que te conheci. Há memórias que nunca vou esquecer, vou guardar muita coisa no coração. Até mesmo as memórias dos dias em que fazias-me perder a cabeça! E fico-me por aqui, porque tu nunca gostaste de ler muito. Não é o melhor texto que escrivi até agora, mas hoje faz anos, uma das pessoas mais importantes da minha vida. Parabéns!

                                                                                                                 "A menina dos dois lados"
                                                        

Tempo

 Tempo é a minha palavra favorita, penso que não existe palavra mais bonita e que mais agrade-me pronunciar. Desde pequena que sou fascinada pelo tempo, não o tempo que faz lá fora, mas o outro. Lembro-me de quem em pequena queria ser arqueóloga, descobrir os restos do passado, conhecer a nossa história, a história do mundo. História e tempo, palavras fascinantes. Recordo-me de ser pequena e pedir à minha avó que quando fosse crescida, se podia ficar com o relógio velhinho de madeira que estava na parede da sala. Sentava-me numa cadeira em frente a admira-lo durante tempos infinitos (I´m crazy, I know!). Hoje, passo a vida a pedir relógios emprestados à minha mãe (que adora relógios como eu), tal como fiz com a minha avó, pedi-lhe para ficar um dos relógios dela. O mais antigo que ela tem, que lembro de a ver com ele desde sempre, bracelete preta fina, mostrador dourado com duas pedrinhas encarnadas. Dos relógios mais bonitos que vi até hoje. Sou uma louca que quer ficar com os relógios de todos. Não consigo viver sem relógios, ou endoideço, tenho que andar sempre com um relógio. Não sei de onde vem este meu fascínio pelo tempo, talvez um dia descubra... E este fascínio, desde sempre levou-me a acreditar naquele ditado, «O tempo cura tudo», e até hoje curou sempre. Tudo, à excepção de uma coisa. (Há sempre homens metidos ao barulho neste assunto.) A dor que finjo não sentir ou que por momentos esqueço ter, a dor causada pelo meu pai. Ontem lembrou-se que tinha uma filha. Passei cinco minutos a falar para as paredes porque a pessoa do outro lado do telefone, parecia um estranho. Mas ainda não perdi a esperança, que o tempo cura tudo. E pela história fora, descobri imensos casos com finais felizes e eu vou ter o meu. 

sábado, 19 de novembro de 2011

Poema em linha recta

      Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
      Álvaro de Campos

    Só porque não me sai da cabeça

     Nem a música, nem tu.

    sexta-feira, 18 de novembro de 2011

    Shot me in the head, now!

     Ouvi uma amiga a cantar Bieber. Ouvi a minha mãe, sportinguista ferrenha, a cantar o hino do Benfica. Mas isto anda tudo louco? Ou sou eu? Que não ando bem da cabeça?